Fátima Alves-Alma sensível e Poetisa da Caatinga

Poesias e prosas(sentimentos à flor da pele)

Textos


Lua Clara e seu mundo

Lá em um lugar muito distante... Depois do arco-íris e pertinho de onde o sol se põe, numa bela casinha, com paredes feita de taipa e coberta com palhas dos coqueirais, morava a familia de uma meiga menina, chamada Lua Clara. Nessa familia haviam 10 pessoas, o pai a mãe , 04 irmãs e 04 irmãos. Todos viviam muito felizes. A mãe lidava com as tarefas domésticas e o pai trabalhava no campo, cuidando da roça e com ele levava as crianças maiores. Lua clara ia sempre, pois era a mais velha e liderava seus irmãos e irmãs menores no plantio e na colheita. Nesse lugar a vida seguia a mesma rotina, mas ninguém a achava chata, pois além do trabalho, as crianças estudavam as letras com alguém do lugar e ainda encontravam muito tempo pra brincarem. E eram muitas as brincadeiras... Em cada lugar que estivessem, criavam uma forma para montar a fantasia do seu mundo infantil e alí habitavam com alegria.
Assim, bem longe... De qualquer conforto e modernidade, as crianças cresciam felizes como os animais silvestres e simples como as flores do campo. A noite ao claro da lua, a familia se reunia com os vizinhos,e enquanto os adultos conversavam, as crianças felizes brincavam e contavam histórias. A vida era singela e bela. Viver naquele mundo, era simplesmente aprender a lidar com a natureza, entendendo e respeitando as suas leis. Naquele lugar, o mundo parecia ser diferente, e era mesmo! As crianças falavam com a lua, com o sol e com a floresta inteira. Havia uma perfeita união entre o povo e a natureza. E a menina Lua Clara, ainda bem pequena enquanto brincava, já ensinava a linguagem desse mundo para as outras crianças. Ela parecia ser gente grande, talvés por que fosse a mais velha e isso era comum, as crianças com mais idade entendiam com facilidade as dores e as alegrias daquele mundo. E assim, pela vivência das experiências familiares e também com as dos colegas, ninguém sentia as dores de crescer, porque devagarzinho e da forma mais singela, as crianças naturalmente iam crescendo por dentro e por fora.
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Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal - 2008
Texto publicado no meu livro "Florescer da Alma".
Imagem do Google
Maria de Fátima Alves de Carvalho
Enviado por Maria de Fátima Alves de Carvalho em 18/06/2008
Alterado em 09/02/2017
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